O concurso Spice City surgiu como um grande alÃvio para todos os fãs brasileiros. Éramos nós os responsáveis por uma petição “Spice Girls Concert in Brazil!â€, com mais de 12 mil assinaturas conquistadas em um pequeno intervalo de tempo. Talvez por isso, parecia evidente que o grupo passaria por aqui. O que não estava em tanta evidência assim era que uma série de problemas atrapalharia esse futuro “pré-determinadoâ€.
O principal deles, e também o maior, foi a discussão Rio de Janeiro x São Paulo. De inÃcio, estava claro que um show do naipe Spice Girls deveria ser realizado no Rio, o maior ponto de referência brasileiro no exterior. O Pan 2007 colaborava com a idéia e servia até de argumentos para os cariocas. Entretanto, os paulistas alegavam que São Paulo teria muito mais estrutura e lugares propÃcios para o evento. A partir disso, toda a união para fazer do Rio a Spice City desapareceu completamente. Tudo o que se via eram brigas (recheadas de ofensas e argumentos chulos) por toda a internet. As pessoas simplesmente esqueceram de votar, como se o Brasil já fosse o vencedor.
Com o tempo, várias possibilidades de terminar com o impasse apareceram. Uma delas era a de cada um dar o seu voto tanto para São Paulo, quanto para o Rio, melhor dizendo, todos teriam de votar duas vezes (o que não era proibido no site). Entretanto, a idéia foi rejeitada pela maioria dos fãs, já que eles andavam mais preocupados em promover a própria cidade. Além disso, é estranho perceber que houve muito mais empenho para divulgar uma petição, que não tinha garantia nenhuma de sucesso, do que o que realmente importava: o concurso. Em grande maioria das comunidades do popular Orkut, era possÃvel encontrar o link para assinar o abaixo-assinado, já para votar no Spice City…
O resultado de tudo isso todos nós já sabemos: Toronto é a cidade vencedora, e são os canadenses que vão poder ver as Spice Girls por mérito próprio. Há rumores de que Bagdá teria sido a cidade mais votada, mas que as garotas teriam ficado com medo de cantar no lugar, conhecido pela atual crise de violência. Este, também, é um fato difÃcil de compreender… como um paÃs em guerra pode ganhar um concurso desses? A resposta mais aceitável é de que tudo isso foi fruto de campanhas Anti-Spice, o que também fica estranho quando vemos que, apesar de o Spice City ser virtual, os anti-spice não se manifestaram na internet.
Reconheço que muitos fãs se empenharam, e em nenhum momento quis desmerecer a incrÃvel petição “Spice Girls Concert in Brazil!â€, e é até por isso que o quê realmente interessa é que o Brasil ainda pode, sim, receber o Girl Power. Só é lamentável saber que já tivemos uma chance, que, infelizmente, deixamos escapar por puro orgulho e egoÃsmo…